um projeto audiovisual imersivo, percorre casas e comunidades caiçaras do litoral fluminense e paranaense, em busca da música, do cotidiano, da espiritualidade, da terra, dos modos de vida e todas as questões que atingem o caiçara contemporâneo.

29/04/2009

Visões do Mestre e Rabeca no Fogo

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Seu Leonildo no Abacateiro, entrada do canal do Varadouro na area de proteção ambiental no litoral do Paraná. Mestre do fandango , nos recebeu por 6 semanas no total das nossas viagens ,em sua casa, nos "ensinou" a construir instrumentos como a rabeca e conversou conversou noites a fio a luz de velas e dias adentro... canoando sempre...reflexões de um verdadeiro Guru da simplicidade e da música.


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- quem fala neste vídeo é seu RANDOLFO, irmão de Leonildo, cheguem bem pertinho e desliguem todas as antenas entorno....-


A Rabeca é de origem árabe, anterior ao violino - instrumento que mais assemelha-se a ela- usada na música medieval européia e em algumas manifestações populares no Brasil. Chegou a terrinha provavelmente pelas mãos européias , e foi adaptada ao meio que a acolheu. No caso da RABECA do fandango de seu Leonildo (cada mestre tem sua poética ao construir o instrumento dando a cada Rabeca um som único, com uma única afinação própria ao ouvido de seu Mestre construtor), o pinho, a caixeta e a canela foram as madeiras escolhidas, já que vivem na Mata Atlântica e nos manguezais típicos do Canal do Varadouro. A extração da caixeta, canela e outras madeiras é proibida pela legislação dos parques paranaense. Mas, foco de resistencia da cultura de raiz caiçara, os músicos e artesões, conhecedores dos limites e segredos da Mata, mesmo que ilegalmente, continuam a praticar suas poesias cotidianas. Por uma antropologia ecológica! E para os amantes da música...

2 comentários:

Apôs Olhe... disse...

Oi Manu...

Vamos sim!

Parabéns pelo trabalho! Seo Leonildo, figurassa!!!

rodolfogv@hotmail.com

Unknown disse...

Muitas histórias, incontáveis, entremeadas por segredos, mistérios, e encantamentos. Também ouvi algumas delas, de um avô comum, de minha mãe, tios e vizinhos. Parabéns por captar um elemento essencial por onde flui a cultura caiçara. Ações como essa permitem que o fluxo dessa cultura não se desprenda ainda mais de seu berço, de sua fonte, que é o Varadouro, Rio dos patos, Araçaúba, Saco da Rita, Barranco Alto e mais capuavas. Saudações!!!!